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Lugar de Pastor(a) é no Púlpito

  Em 2010 teremos eleições majoritárias no Brasil. Mais uma… a saga continua…
Um evento como esse é sem dúvida alguma revestido de muita importância. Desejar fazer parte dele deve ser um anelo do coração de cada brasileiro. No entanto, tal participação deve se dar de maneira correta. Por exemplo: é salutar, de bom tom e imprescindível que os candidatos à algum dos cargos eletivos se entusiasmem a concorrer a qualquer um deles a partir de motivações como integridade, honestidade, têmpera e lucidez. Eu penso ser possível encontrarmos homens com tais qualidades. Na verdade, minha preocupação é com a manutenção delas quando se consegue ser eleito. O meio político é tão sórdido que parece ser quase impossível manter-se incontaminado pela “sujeira por todo lado” (como já dissera Renato Russo) que é comum aos bastidores da política. No entanto, por algum esforço hercúleo ou, quiçá, cristão, alguns consigam ser a exceção a regra. Mas, o fato é que, todo momento de eleição, sendo ela majoritária ou não, é realmente um momento importante, patriótico.
Voltando à questão do querer participar de tal pleito, e participar da maneira certa, quero dar um destaque ao deslocamento vocacional que muitos pastores proporcionam às sua próprias vidas movidos por um claro e inequívoco engano que a sede do poder promove no coração deles.
Não posso agora precisar quando um foi que um pastor decidiu-se por tornar-se um sujeito político-partidário aqui no Brasil. Porém, eu sei que não é de hoje que muitos cometem tal loucura. Em todas eleição há uma enxurrada de pastores(as) que ardem pelo poder temporal. A mescla entre ministério pastoral e a vida política partidária vivida nos salões dos Palácios Governamentais ou nos salões das Assembléias e Congresso Nacional não tem suporte escriturístico. A Bíblia, definitivamente, mostra-nos que um pastor(a) é alguém chamado para cuidar do rebanho Senhor. Tal rebanho pode ser chamado de Igreja. Um(a) pastor(a) é separado para exclusivamente dedicar-se ao cuidado das ovelhas do Senhor.
A demanda de ambas as coisas, vida política e vida ministerial, são intensamente exigentes não permitindo em hipótese alguma a junção delas. Uma defraudará a outra, com certeza. A não ser que o(a) pastor(a) suba ao poder político para ser um aproveitador da situação de ócio que os políticos sempre acabam por propiciar aos seus mandatos. Se assim o fizer, o pastor será mais um hipócrita, mais um abusador do povo e do dinheiro deste. Aí, não só o ministério já foi bueiro abaixo, mas o próprio caráter cristão.
Então, sendo atividades tão trabalhosas, cabe ao pastor entender que Deus sabe onde colocar os seus filhos para trabalharem para Ele. No caso do crente com vocação política, Deus poderá colocá-lo na esfera política-partidária. No caso de um crente chamado para o pastoreio, Deus certamente separará esse homem para o pastoreio.

Existem alguns pastores(as) que pensam que estarem políticos é estar pastoreando também a população de um município, estado ou de uma nação. É evidente que não é assim. O Novo Testamento só chama de pastor(a) aqueles(as) que cuidam do rebanho do Sumo Pastor. Não há pastores(as) no Novo Testamento cuidando dos não convertidos e nem de populações.
Paulo, o apóstolo, orienta o jovem pastor Timóteo a não se “envolver com os negócios desta vida” (2Tm 2:4). Uma tradução possível é não se “envolver com as atividades civis”. O que se recomenda com essa orientação é a dedicação singular ao pastorado que Timóteo deveria observar.
Eu sei que estamos vivendo um tempo de relativização das Escrituras, e, em alguns casos, um completo e proposital descaso à clareza de muitas referências bíblicas. Seria 2 Timóteo 2:4 uma vítima de tal olhada de soslaio por parte de muitos? Como eu não costumo ficar em cima do muro, afirmo que sim.
Carlos Wesley, irmão de João Wesley, era poeta e compositor. Em um de seus poemas, Wesley, disse:
Não deixes lugar desguarnecido,
Nenhuma debilidade da alma,
Toma cada virtude, cada graça,
E fortifica-te inteiramente.
Vai de força em força
Luta, combate ora;
Pisa aos pés todos os poderes das trevas,

E ganha a vitória do dia.


Uma pastoreio dividido indevidamente com uma vida política-partidária abre a guarda em vários flancos no aprisco e isso só favorece aos lobos. O trabalho pastoral é exaustivo. Ele é marcado pela luta combativa da oração. Nele não há tempo para outra coisa senão para a busca e o cultivo das virtudes fundamentais à vida pastoral. A vitória diária do pastoreio só é possível com o foco depositado na tarefa pastoral. Qualquer coisa diferente disso produz anômalias  ministeriais quase que incorrigíveis.
Portanto, pastores do rebanho do Senhor, lembrem-se que a vida política é legítima para quem quer dela participar, contudo, sempre se observando as especificidades de cada vocação. A dos senhores é distinta da dos políticos-partidários. Lugar de pastor não é por detrás dos púlpitos usados pelo executivo; ou nos púlpitos das Assembléias e do Congresso Nacional. Lugar de pastor é detrás do púlpito da Igreja apascentando e alimentando fielmente o povo do Altíssimo. Atentem para isso, se quiserem fazer o que é certo.

Fonte: Blog do pastor Zwinglio Rodrigues  26/ novembro/2009

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1 comentários:

Frank Matos disse...

"pastor" Marcos Feliciano, um dos maiores hereges do Brasil!!! Ele é igualzinho aos outros, passa a vida pregando uma coisa, depois lá na frente vai discordar dele mesmo, dizendo que aquilo que ensinava não estava correto, como por exemplo: A mulher usar brinco e se maquilar. Bando de hipócritas!!! Por isso que digo: Voltem para a Igreja (CATÓLICA) de Cristo, fundada por Ele! (Mt 16,18-19)

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